As pinturas foram produzidas à mão em painéis de madeira, utilizando tinta acrílica, e posteriormente receberam aplicação de resina para proteção contra a ação do sol e da chuva
Quem passa pela lateral do Campo Municipal, no centro de Campestre da Serra, agora encontra um pouco da história, da cultura e das tradições do município transformadas em arte. O espaço recebeu obras do pintor e artista plástico Ricardo Magrin, que retratam diferentes momentos e características que ajudaram a construir a identidade do município.
As pinturas foram produzidas à mão em painéis de madeira, utilizando tinta acrílica, e posteriormente receberam aplicação de resina para proteção contra a ação do sol e da chuva. Para garantir a conservação das obras ao longo do tempo, será necessária manutenção periódica.
O trabalho artístico foi realizado sem custos de mão de obra para a Prefeitura, contribuindo para transformar o muro localizado na lateral do campo de futebol em um espaço de valorização da memória e da identidade local.
Cada obra apresenta elementos relacionados à formação e ao desenvolvimento de Campestre da Serra. Entre os temas representados estão o tropeirismo, a chegada dos primeiros moradores, as antigas viagens realizadas pelos comerciantes em carroças de tração animal e os primeiros armazéns que fizeram parte da história do município.
A produção agrícola, fundamental para o desenvolvimento da comunidade, também ganhou destaque. As pinturas fazem referências às colheitas de pêssego e uva, ao cultivo de grãos, à criação de gado e a outras atividades que ajudaram a movimentar a economia e garantir o sustento de diferentes gerações de famílias.
A natureza e as características da região também estão presentes. Rios, plantas, paisagens e outros elementos podem ser identificados nas obras. Em um dos quadros, intitulado “Geada”, o artista representa uma condição climática bastante característica da região.
Outro painel recupera uma cena carregada de memória afetiva: a figura da “nona” preparando doce de maçã em uma tigela junto ao fogo de chão, remetendo aos costumes familiares e às tradições transmitidas entre as gerações.
A fé, igualmente presente na formação da comunidade, é representada em uma das obras por meio de uma composição artística envolvendo o mapa do município.
Além de proporcionar uma nova atração visual e cultural para a área central da cidade, a iniciativa busca fazer do espaço uma ferramenta de preservação da memória de Campestre da Serra.
As obras podem ser utilizadas como recurso didático, especialmente para que crianças e jovens conheçam aspectos da história do município e compreendam como viviam e trabalhavam as gerações que os antecederam.
A proposta também estimula o diálogo entre gerações. Ao observar as imagens, filhos e netos podem conversar com pais e avós sobre costumes, atividades e acontecimentos do passado, preservando histórias que fazem parte da construção de Campestre da Serra.
Segundo Ricardo Magrin, as diferentes culturas e atividades do município estão representadas de alguma forma nos quadros. Agricultura, pecuária, tropeirismo, religiosidade, natureza, costumes familiares e desenvolvimento econômico se encontram nas pinturas, convidando o público a observar cada detalhe.
Com arte, memória e identidade, o espaço junto ao Campo Municipal passa a contar, por meio de imagens, parte da trajetória das pessoas e das atividades que ajudaram a construir Campestre da Serra até os dias atuais.